Capítulo 35 - Explorando a Floresta com... Chefe Aranha? Filhotes de Aranha?
Meus assistentes criados por acidente são absurdamente eficientes e, quando percebo, o quarto andar já está completamente coberto com tábuas de madeira. Rapidamente preparo mais pranchas para o segundo e o terceiro andar e deixo tudo com eles, satisfeito com a qualidade do trabalho — e apenas um pouco irritado com o quão ruim o meu próprio trabalho parece em comparação.
Eles não precisam de mim para ajudar... sinceramente, provavelmente até preferem que eu não ajude.
Sem muito mais para fazer no momento, decido retomar a exploração da floresta. Me despeço da Soa e dos outros lobos, que seguem para a caça, ficando apenas com a Koa ao meu lado.
Preciso encontrar alguns vegetais... e temperos também.
A atmosfera muda conforme me afasto da montanha, caminhando entre árvores colossais. As copas altas projetam sombras ainda maiores, bem mais escuras do que aquelas próximas à caverna. A maldição ainda afeta essas árvores de alguma forma. Visualizo a luz atravessando os troncos, expulsando a maldição de cada árvore dentro da barreira.
| Akira | [Purificar]
Uma luz quente envolve as árvores. Ela parece um pouco mais suave, mais gentil do que o normal. Após alguns segundos, os véus individuais de luz se desprendem e flutuam para o alto, reunindo-se em uma única grande esfera acima da cortina de árvores — antes de disparar para longe, na distância. Inclino a cabeça, olhando na direção para onde ela vai. É a primeira vez que vejo algo acontecer com a luz depois da purificação. Normalmente, fico momentaneamente cego e, quando minha visão volta, a luz já desapareceu.
Será que voltou para a origem...? Ugh. Isso é meio assustador.
Observo a floresta mais uma vez. Ela parece mais vibrante do que antes, o que espero que signifique que a maldição realmente foi dissipada.
Isso já é alguma coisa. Mas ainda assim... essas árvores são altas pra caramba. Mesmo que eu ache algum fruto, nunca vou conseguir pegar.
Ergo o olhar para os galhos da árvore logo à frente e encontro vários frutos avermelhados pendurados ali — os primeiros frutos que vejo desde que cheguei a este mundo. O verdadeiro problema é saber se são comestíveis... e, principalmente, se vou conseguir pegar um para testar.
Fico alguns minutos hesitando até que um movimento repentino me chama a atenção. O Chefe Aranha está subindo na árvore. Na verdade... tem um monte de Chefes Aranha subindo nela.
Espera... um monte de Chefes Aranha? Quantos são... oito? Oito Chefes Aranha?! Mas— calma aí, esses não são as aranhas bebês? É... sem asas, então só pode ser— vocês cresceram bastante desde a última vez! Pensei que fossem Chefes Aranha por um segundo! Ha ha... ah... isso foi um baita surto de crescimento nesses últimos dias...
Quando finalmente saio do choque, as aranhas bebês já retornam carregando um dos frutos — oito aranhas, cada uma do tamanho de uma moeda de quinhentos ienes, transportando juntas um fruto vermelho brilhante do tamanho de um melão. É uma cena, no mínimo, curiosa.
Valeu, pessoal. Mas falando sério, vocês cresceram muito... muito rápido mesmo.
Balançando a cabeça, corto o fruto com uma faca feita do minério prateado e retiro um pedaço da polpa. Agora só falta provar. Criando coragem, coloco o pedaço na boca e mastigo. Ele é crocante como uma maçã, mas suculento e doce como um pêssego.
| Akira | [Droga, isso é bom!]
É a primeira coisa que como que não é carne em dias. Está perfeitamente maduro, e o doce suco é mais satisfatório do que qualquer coisa que já provei. Depois que todos se fartam, as aranhas bebês voltam ao trabalho, trazendo dezenas de frutos—
É... como eu vou levar tudo isso de volta?
Quando fui jogado neste mundo, as únicas coisas que trouxe comigo — além das roupas e dos sapatos — foram meu celular, minha carteira e uma bolsa preta de pano pendurada no ombro. Trouxe a bolsa hoje achando que poderia ser útil se eu conseguisse encontrar algo — mas, infelizmente, só cabe um único fruto do tamanho de um melão dentro dela.
Seria incrível se essa bolsa fosse tipo o bolso daquele certo gato robótico... eu poderia carregar qualquer coisa.
Quase caio de lado quando a bolsa fica subitamente mais leve. Olho dentro dela em pânico, apenas para descobrir que o fruto simplesmente não está mais lá.
| Akira | [Huh... o quê?]


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