Capítulo 9 - Nas Profundezas da Caverna Jaz... Uma Rocha?
Quando entrei na caverna pela primeira vez, ela estava tomada por aquelas sombras irritantes, então eu não consegui perceber o quão grande ela realmente é. Sem me dar conta, acabei entrando em um sistema de cavernas gigantesco. Caminhamos por mais cinco minutos e emergimos em outra câmara rochosa. Não consigo ver muita coisa — além das sombras — mas, após algumas rodadas de purificação, consigo distinguir uma área bem ampla, mais ou menos do mesmo tamanho da câmara onde encontrei os lobos.
Acho que é isso, pelo menos. Difícil ter certeza com essas sombras idiotas.
Lanço um olhar para os lobos.
Eles parecem exaustos... Talvez a maldição tenha enfraquecido o corpo deles. Eu deveria ter deixado eles descansarem um pouco mais antes de começar a explorar a caverna. Desculpa, pessoal.
Infelizmente, também não parece uma boa ideia parar para descansar aqui. O motivo? As sombras, é claro. Para onde quer que eu olhe, só vejo sombras. A presença opressiva delas começa a invadir minha mente, e eu também começo a me sentir cansado — mentalmente, não fisicamente, mas ainda assim.
Se vamos descansar, preciso me livrar dessas sombras primeiro. A purificação que venho usando até agora funciona, mas quero tentar purificar uma área muito maior de uma só vez. Sinceramente, ficar fazendo a mesma coisa repetidas vezes já está ficando cansativo. Mas mal consigo enxergar além da barreira. Uma escuridão densa se agita em todas as direções.
Vou ter que resolver isso usando magia. Enxergar no escuro é tipo visão noturna, mas e enxergar coisas que eu não deveria conseguir? Visão Distante? Não, isso não parece certo. Clarividência? Também não...
Não faço ideia. Por enquanto, decido visualizar a capacidade de enxergar no escuro e, ao mesmo tempo, de ver além da minha posição física.
Ha ha ha... Isso é impossível. A parte da visão no escuro até funciona, mas a Visão Distante — não, Clarividência — seja lá o que for, não consigo formar uma imagem mental disso. Okay, então vou pensar em outra coisa. Algo que me permita entender onde estou em relação ao ambiente ao meu redor, mesmo sem enxergar... Consciência Espacial? Urgh... É uma imagem vaga, mas acho que vai funcionar. E não quero que isso afete só a área ao meu redor, então vou imaginar a magia se espalhando e preenchendo todo o espaço... Será que isso realmente vai funcionar? Bem, só tem um jeito de descobrir.
| Akira | [Visão no Escuro, Consciência Espacial]
Droga!
Funcionou, mas a aparição repentina de uma representação extremamente realista da câmara dentro da minha mente quase me mata do susto.
Bom, realista é melhor do que algo cartoonesco, mas mesmo assim...
Concentrando-me na imagem na minha cabeça, imagino meu feitiço de purificação preenchendo cada canto do local.
| Akira | [Purificar!]
Não consigo conter o sorriso satisfeito que surge nos meus lábios.
No fim das contas, é muito bom quando as coisas funcionam exatamente do jeito que você quer.
Agora, preciso fazer algo para impedir que as sombras voltem a se infiltrar na câmara.
| Akira | [Barreira]
Funcionou! Incrível!
Sem perceber, faço uma pose vitoriosa, mas logo me recomponho, envergonhado.
Meu plano foi um sucesso, e agora consigo ver cada centímetro da ampla caverna. Algo em particular chama minha atenção.
| Akira | [Eu não queria realmente encontrar isso, mas acho que não posso fingir que não vi...]
Uma enorme rocha negra domina o centro da câmara. Sombras escuras e ameaçadoras transbordam dela em ondas.
Espera... rochas podem amaldiçoar coisas? Pelo menos no Japão, eu nunca ouvi falar de uma rocha vingativa. Isso aí é mesmo a origem da maldição?


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