Capítulo 11 - Magia... É Tudo Uma Questão de Imaginação!
Tento purificar a rocha mais algumas vezes, mas todas as tentativas falham. Na verdade, a purificação até parece funcionar, ainda que por pouco tempo, mas não consigo fazê-la se manter. Sinceramente, é uma experiência bem desanimadora.
Bem, eu só sou um mago de primeira viagem, afinal. Anime-se, eu. Magia normalmente tem níveis, né? Magia básica, intermediária e por aí vai. Então a minha deve estar abaixo do básico — ainda mais considerando que sou autodidata.
Pelo que consigo perceber, a rocha viva está sob o efeito de uma maldição poderosa demais para o feitiço de purificação que venho usando até agora surtir efeito. Logo, preciso usar uma purificação mais forte.
Uma magia mais forte? Eu nem sei direito como magia funciona... Talvez seja só imaginar que ela seja mais eficaz?
Até agora, eu vinha imaginando as sombras se desprendendo do que quer que estivessem presas e simplesmente caindo, como sujeira sendo lavada em uma máquina de lavar. Era fácil de visualizar, já que eu via isso o tempo todo em comerciais. Mas essa imagem mental não é forte o suficiente para funcionar na rocha. Preciso imaginar, de fato, expulsar uma maldição — arrancá-la à força. Quebro a cabeça, mas, embora várias maldições e espíritos malignos que vi em filmes venham à mente, todos são muito diferentes da maldição diante dos meus olhos.
Volto à imagem da máquina de lavar. Antes, as sombras eram como sujeira ou restos de comida flutuando na água. Mas a maldição da rocha é uma mancha persistente, grudada no tecido — como óleo.
Uma mancha de óleo! Isso é bem mais fácil de imaginar. E vou imaginar o detergente removendo — não, puxando — a mancha. Igualzinho aos comerciais.
| Akira | [Purificar]
Um brilho branco envolve a rocha. Observando atentamente, consigo ver as sombras se desprendendo da superfície da rocha como fitas, antes de desaparecerem em fragmentos de luz.
Está fazendo um barulho estranho de raspagem... Será que meu feitiço saiu um pouco errado? Bom, desde que a maldição suma, deve estar tudo bem. Sim, está tudo bem... né?
Enquanto me preocupo, a última fita da maldição se desprende e desaparece.
| Akira | [Bom, isso é uma surpresa]
A rocha maligna e viva, ao que parece, não era uma rocha coisa nenhuma. Em vez disso, diante de mim, há um pássaro coberto de sangue.
Então era um animal — isso explica por que ele passava a mesma sensação que os lobos.
Ainda mais surpreendente, porém, é o tamanho do pássaro — praticamente o mesmo de um pardal.
Aquela coisa rocha-maldição era gigantesca, e você é tão pequeno?! Acho que fico mais surpreso com o seu tamanho do que com o fato de você não ser uma pedra...
E, claro, também há o fato de ele estar encharcado de sangue, o que me assusta mais do que surpreende.
Será que ele vai me atacar de novo se eu chegar mais perto?
Não preciso descobrir. De repente, o pássaro voa até mim, pousando sobre o dedo que estendo sem perceber.
Eww, tanto sangue... isso me dá arrepios. O sangue pulsa de uma ferida aberta no peito do pássaro. Você foi muito bem em conseguir voar até aqui com um ferimento desses, passarinho. Foi... foi a minha barreira que causou isso? Se foi, me desculpa mesmo.
Preciso fechar esse ferimento de alguma forma.
Como feridas assim cicatrizam mesmo? As células se regeneram, eu acho...
É difícil demais de imaginar. Vasculho minhas memórias de ferimentos passados, mas nunca tive sangue jorrando desse jeito.
Vou só fazer o meu melhor. Certo, imagine as células se regenerando e a pele se fechando...
Fico extremamente apreensivo sobre se isso vai funcionar ou não, mas só me resta tentar.
| Akira | [Curar, e Limpar]
Uma fraca luz rosada envolve o peito do pássaro, e a ferida desaparece. Ao mesmo tempo, suas penas brilham quando a magia de limpeza entra em efeito.
Sem sangue nem sujeira, o que agora está pousado na ponta do meu dedo é um pássaro extremamente belo.


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