Posfácio




Olá novamente! Faz cinco meses desde o lançamento do volume 2. Como sempre, obrigado pela leitura. Primeiro, um grande obrigado à Kadokawa Books por me deixar esgueirar páginas extras a cada novo volume sem aumentar o preço. Eu realmente agradeço por isso.
No posfácio do volume 2, eu havia planejado falar sobre as minhas atividades de doujin na faculdade, mas os limites de páginas atrapalharam. Desta vez, porém, me deram cinco páginas inteiras para escrever sobre o que eu quiser. Então, achei que finalmente seria hora de compartilhar essas histórias, junto com algumas outras memórias dos tempos de escola que não são exatamente acadêmicas.
Não está interessado? Sem problemas. Sinta-se à vontade para pular direto para as promoções e agradecimentos no final.

Gostaria de começar com os meus anos de fanático por light novels no ensino fundamental. Naquela época, eu fazia parte do clube de ciências. Eu não era de forma alguma um estudante excepcional ou talentoso, mas de vez em quando participava de um levantamento de distribuição biológica organizado pelo município ou por algum outro grupo — não me lembro muito bem agora. Havia uma pequena recompensa envolvida, então eu ficava mais do que feliz em participar.
Quando mudei para o ensino médio, não havia um clube equivalente, então decidi seguir os meus hobbies e entrei para o clube de belas artes. A essa altura, eu já era um otaku completo, então, naturalmente, tinha interesse em desenhar. Dito isso, eu não era exatamente o membro mais dedicado. Muitas vezes eu matava as atividades do clube — não porque estivesse de bobeira, mas porque as tarefas de aquarela e pintura a óleo não se alinhavam exatamente com o estilo de mangá que eu queria seguir naquela época. Ou, pelo menos, essa foi a desculpa que me dei na ocasião. Olhando para trás, a verdade é mais simples: eu apenas não queria aceitar o fato de que simplesmente não estava tão motivado. Caso em questão: o meu grande amigo que entrou no clube de belas artes comigo. Ele se tornou incrivelmente habilidoso em pintar personagens de anime a óleo. Após a formatura, ele e eu formamos um círculo doujin e começamos a vender doujinshis no Comiket de Verão e de Inverno. Isso, como insinuei antes, foi o começo da minha carreira doujin.
Então, em uma grande traição, bem na época em que recebi a proposta para publicar esta obra como um livro... ele foi lá e se casou. Não que isso realmente importe ou algo assim. Mas, ainda assim. Traidor.
O nosso círculo doujin na verdade tinha um terceiro membro — o dono da loja de takoyaki que mencionei nas notas do autor do volume 1. Para ser mais preciso, ele administra uma loja de taiyaki que também vende takoyaki.
Assim como eu, ele continua solteiro. O que faz dele um cara legal. Por enquanto, de qualquer forma.
Quando entrei na faculdade, planejava continuar com minhas atividades de doujin e, ao mesmo tempo, participar de um clube. E não de um clube qualquer — eu queria começar um do zero.
Mas, como um calouro sem noção e sem ideia de por onde começar, achei melhor fazer uma pesquisa primeiro. Meu plano era simples: comparecer às sessões de informação dos clubes existentes, sentir como as coisas funcionavam e que tipos de clubes havia por aí, e talvez refinar minha própria visão ao longo do caminho.
E foi aí que o destino interveio. Em uma dessas sessões, conheci um certo senpai.
Resumindo a história, aquele encontro descarrilou completamente os meus planos. Bem ali e naquele momento, abandonei a ideia de fundar o meu próprio clube e decidi, na hora, entrar para o deles. Olhando para trás, tenho certeza de que, se não tivesse conhecido esse senpai, minha vida universitária teria tomado um rumo muito diferente.
O cara era, em uma frase, outro nível.
Objetivamente falando, ele não era ninguém para se admirar. Como presidente do clube, ele descarregava quase todas as suas responsabilidades nas costas do vice-presidente e dos membros de nível mais baixo. Era para conseguir se focar nos estudos? Afaste esse pensamento. Para cada matéria que ele estava à beira de reprovar, ele descolava notas com os amigos, copiava tudo na cara dura e engolia o conteúdo de última hora. Não era exatamente um modelo a ser seguido.
Será que foi a aparência dele que me atraiu, então? Bem, se um cabelo partido ao meio, óculos ridiculamente grossos e um rodízio infinito de camisas xadrez e jeans — ou seja, o clássico uniforme otaku — são a sua ideia de atratividade, então claro. No verão, ele até complementava o visual com uma bandana camuflada amarrada na cabeça. Se isso não pinta uma imagem clara o suficiente, não sei o que mais pintará.
Quanto ao comportamento dele, eu não chegaria ao ponto de chamá-lo de delinquente, mas digamos apenas que, no caminho para o seu emprego de meio período em um certo hotel em formato de castelo (quem sabe, sabe), ele tinha o hábito de atravessar uma avenida principal fora da faixa, pulando a barreira central em vez de usar a faixa de pedestres. Então, sim. Dificilmente admirável pelos padrões da sociedade.
Além disso, por motivos conhecidos apenas por ele, ele insistia que o chamássemos de 『capitão』. Capitão de quê, exatamente? O seu palpite é tão bom quanto o meu. O ponto é que ele conseguia ser um pouco... vergonhoso às vezes.

Então, você pergunta: o que havia nele que me fez abandonar os meus planos e entrar para o seu clube na hora?

Simples. O carisma absoluto e avassalador dele.
O trabalho que ele descarregava nos subordinados? Eles assumiam — resmungando baixinho, claro —, mas ainda assim faziam. Porque era ele quem estava pedindo. O mesmo valia para os amigos de quem ele descolava as notas; eles na verdade faziam questão de entregar. Até mesmo alguns membros do corpo docente falavam dele com um certo grau de respeito.
Ele tinha habilidades interpessoais e de comunicação excepcionais — muito além do que eu julgava possível para um estudante universitário. Eu disse que ele jogava o trabalho nos outros. A verdade é que ele delegava. Sabia exatamente no que cada membro era bom e atribuía tarefas que jogavam a favor dos pontos fortes de cada um. E deixe-me te dizer, esse tipo de habilidade? É raro para um estudante. Depois, havia a capacidade dele de lidar com problemas repentinos durante grandes eventos. Suas habilidades de gestão de crises eram inigualáveis.
No jargão dos jogos, ele seria um 『Liderança』 e 『Carisma』 puros, ranqueado como S em ambos e E em literalmente todo o resto.
Então é, apesar de não saber exatamente do que ele era o capitão, me vi chamando ele assim quase imediatamente.
Realmente me tocou na época como alguém apenas alguns anos mais velho conseguia parecer tão vastamente diferente. Eu verdadeiramente respeitava o nosso capitão. Sonhava em me tornar alguém como ele, em superá-lo. Dediquei-me ao nosso clube com esse objetivo em mente. O ano que passei correndo atrás dele provavelmente me moldou mais do que qualquer outra coisa. Todos os dias, ele me dava novos motivos para pensar: esse cara é sério, de outro nível. E, no entanto, não importava quantas vezes ele me surpreendesse, o meu respeito por ele nunca vacilou.
Quando ele se formou, assumi o cargo de presidente do clube — uma função que mantive pelos três anos seguintes. A nossa faculdade estava no meio da transição de uma faculdade de nível técnico para uma instituição completa de quatro anos na época, então, enquanto ele se formou em dois anos, eu fiquei por quatro.
Atuei como presidente pelo triplo do tempo que ele. Inclusive ganhei a honra de dar uma espécie de palestra para os calouros como o primeiro estudante do programa de quatro anos a conseguir uma proposta de emprego. E, no entanto, nunca pareceu que eu realmente o superei.
Se eu pudesse dizer uma coisa para o meu eu do passado, seria isto: só porque você conseguiu uma proposta de emprego cedo, não tenha pressa em se decidir por essa empresa. Eu não trabalho mais naquela primeira empresa. Depois que saí, ela foi essencialmente assumida por um executivo de fora que foi trazido como consultor. Tempos interessantes se seguiram. Pelo visto, a sala da diretoria foi forçada a se mudar para o vestiário masculino ou algo parecido, entre outros acontecimentos divertidos. Olhando para trás, meio que gostaria de ter ficado por lá um pouco mais — só para testemunhar o caos em primeira mão.
O meu clube não tinha escassez de outros senpais interessantes. Um conseguia moldar luvas de trabalho em genitálias masculinas de aparência realista em segundos. Outro fazia esculturas de balão tão bem que você juraria que ele vivia disso. Havia um cara super bombado que mandava muito bem em imitações e uma garota que se tornou grid girl após a formatura, entre outros. Mas — seria desonesto dizer que qualquer um deles deixou uma impressão nem de longe tão profunda em mim quanto o nosso glorioso capitão.
Às vezes, me pergunto como ele está. Não tenho mais como contatá-lo, mas espero que esteja tudo bem. Mas se, por alguma chance, ele pegar este livro, folhear até o posfácio e pensar: [Espera, esse sou eu!], então talvez — apenas talvez — esse seria o momento em que eu poderia finalmente dizer que o superei em algo.
Dito isso, se acontecer de o capitão ser na verdade um dos meus colegas veteranos no mundo da escrita... então eu me renderia de vez. GLHF.

Ah, acabei de lembrar! (Como se eu pudesse esquecer). Vocês já devem ter visto na cinta do volume 2, mas EXP Is Golden vai ganhar sua primeiríssima adaptação em mangá. Ela começa oficialmente a ser serializada na Doradora Flat ♭ a partir do dia 19 de outubro — logo após o lançamento deste volume. Repito, o único lugar onde vocês podem encontrar a abordagem envolvente e meticulosamente trabalhada do Shimotsukishio-sensei sobre EXP Is Golden é na Doradora Flat ♭.

Por fim, é hora dos agradecimentos. Ao ilustrador incrivelmente talentoso, fixro2n, obrigado novamente pelo seu trabalho de tirar o fôlego. Para que conste no registro, fui eu quem deu a ordem para reduzir o tamanho do busto de uma certa personagem da classe Mensageira. Por favor, não fiquem com raiva do meu editor por causa disso.
Revisão. Vocês podem ter pensado que houve um pouco mais de correções do que o normal desta vez. Mas acho que é porque começamos a usar algarismos arábicos para os ranques das masmorras no volume 3... Ah, bem, desculpe pelo incômodo extra. Eu realmente aprecio todo o seu trabalho duro, como sempre.
E a todos os que ajudaram a trazer este livro à vida, os meus mais profundos agradecimentos.

Sinceramente,
Harajun




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