Capítulo 8 - Mandíbulas Andantes
Homura e as outras estão na praia mais uma vez. Mas desta vez, é para trabalhar, não para brincar.
Após retornarem a Aurerich, elas são escaladas para a patrulha noturna. Alguns dos tubarões-rastejantes da vila de pescadores conseguiram escapar, então há a preocupação de que, com a Elyliyah na cidade, Aurerich possa se tornar alvo de vingança.
À noite, a cidade portuária espera em um silêncio absoluto, um contraste com o dia. A luz que escapa pelas frestas das venezianas de madeira fechadas dos edifícios sugere a natureza normalmente movimentada da cidade.
A lua cheia flutua no céu acima, fazendo com que a praia pareça muito mais clara do que o esperado. A noite perfeita para uma patrulha. Além disso, no caso de uma emergência, o farol de gema de minério lá no cabo também seria aceso.
O reflexo da lua na superfície do oceano ondula com as ondas. Embora hipnotizante, sob as circunstâncias atuais, a visão preenche seus corações de inquietação. Elas se apegaram a esta cidade, e o desejo de não vê-la destruída as faz encontrar algo sinistro na bela cena disposta diante delas.
Mesmo depois de algum tempo ter se passado, no entanto, a patrulha delas permanece sem intercorrências. Embora seja importante não vacilar na vigilância, elas finalmente se permitem relaxar um pouco.
| Homura | [Eu ainda não entendo muito bem o que ela estava tentando realizar], diz Homura.
Elas conversam amenidades enquanto olham para o mar.
| Psycho | [É inútil ficar se preocupando com isso], Psycho lhe diz. [Há muitas pessoas que simplesmente não podem ser compreendidas]
| Homura | [Talvez, mas algo sobre isso ainda está me incomodando]
Apesar de todo o problema que tiveram, uma vez que a Elyliyah devolveu a espada maléfica, ela não parecia mais interessada no resto de sua 『coleção』. Aparentemente, a única coisa com que ela se importava, para começo de conversa, era aquela maldita Chuva Carmesim.
Homura e as outras recolheram apenas as armas que chegaram à praia e imediatamente retornaram para a cidade, deixando o resto.
| Jin | [Chuva Carmesim. Uma espada amaldiçoada e sedenta de sangue...]
Jin coloca uma mão na Chuva Carmesim, que agora está presa à sua cintura. Ela ainda não está pronta para examinar os sentimentos que a espada lhe causou. Mas ela permanece preocupada. Se ela quiser obter respostas, precisará estender a mão e alcançá-las por conta própria.
| Homura | [O que você planeja fazer, Jin?], pergunta Homura, olhando para a espada.
| Jin | [Por enquanto, devemos entregá-la à Academia de Artes Negras. Eles têm pessoas experientes em lidar com maldições, não têm?]
| Homura | [Isso mesmo! Nós temos uma especialista inteira em itens amaldiçoados!], diz Homura, gabando-se de ter uma conexão pessoal que pode ajudá-las.
| Jin | [A lista de coisas que precisamos fazer, além de derrotar o Senhor das Trevas, continua a crescer. Eu precisarei procurar por mais espadas maléficas. Duvido que alguém malicioso o suficiente para criar tal abominação teria parado em uma única lâmina]
| Homura | [Esse é um bom ponto. Se houver mais espadas como essa por aí, algo como o que aconteceu com aquela vila de pescadores poderia acontecer de novo...]
Homura relembra a cena medonha em sua mente. Espadas não são os únicos itens amaldiçoados por aí. Se qualquer um desses itens ficasse à solta, todo tipo de coisa terrível poderia acontecer com pessoas inocentes. As garotas não podem permitir que isso aconteça. Espadas maléficas, em particular, são armas. Elas são criadas com o propósito expresso de causar dano.
| Jin | [Por enquanto, meu plano é abater o ferreiro que criou a Chuva Carmesim. Se ele ainda estiver vivo, é claro. O mal deve ser eliminado pela raiz], diz Jin solenemente.
Homura encara o rosto da Jin. Ela consegue ver a raiva que a Jin nutre pelos perversos. Embora a Jin esteja quase tão expressiva quanto uma estátua, entre a luz da lua e a luz do farol, a sutil diferença em sua expressão facial é perceptível.
| Homura | [Huh...?]
O estômago da Homura dá uma reviravolta. Virando a cabeça, ela percebe que a enorme gema de minério perto do topo do farol está brilhando intensamente. Iluminada de forma berrante, exatamente como deveria ser — no caso de uma emergência.
| Psycho | [Não olhem agora, mas temos problemas!]
Conforme se viram para olhar na direção que a Psycho está apontando, elas quase não acreditam no que veem. Assim que a Homura e as outras avistam o que está vindo, começam a correr de volta em direção à cidade.
Uma armada espumante de lâminas de sabre corre pela superfície do oceano distante — são as barbatanas de incontáveis tubarões-rastejantes, cortando a água em uma rota de colisão furiosa direto para o porto.
| Psycho | [Eu sabia; eles estão vindo atrás daquela merdinha! Eles devem querer vingança!], Psycho cospe as palavras. [E se a gente apenas pendurar ela nas docas para eles? Isso provavelmente resolveria tudo]
| Homura | [Ou talvez eles estejam aqui porque você provocou aquele tubarãozinho bebê!], Homura retruca.
| Psycho | [Cale a boca! Eu não sou responsável por isso!]
| Homura | [Vamos tentar pedir desculpas! Tudo bem — eu até vou com você para dar apoio moral! E se isso não funcionar, talvez a gente só deixe eles darem uma mordidinha na sua cabeça!]
| Psycho | [Quem vê cara não vê coração! Você ficou olhando e deixou o bullying acontecer — você é tão culpada quanto eu!]
| Homura | [Mas quem realmente faz o bullying ainda é o pior!]
Finalmente, uma chance de oferecer a Psycho como sacrifício! Infelizmente, Psycho não quer saber disso. Bem nesse momento, o toque de um sino alto quebra o silêncio. É um alarme sinalizando o ataque dos monstros.
Embora o ataque seja repentino, Torreque e os outros parecem ter feito um bom trabalho em espalhar a notícia. Apesar de alguns gritos e berros, os cidadãos imediatamente começam a fugir para os centros de evacuação. Grandes multidões já começaram a se refugiar dentro dos moinhos de vento gigantes e no topo das muralhas fortificadas da cidade. As pessoas estão subindo perto das torres de vigia e dos portões.
Conforme as garotas voltam sua atenção para a ilha artificial, elas avistam a Guarda Aegis engajada em combate com os monstros tubarão. Esses tubarões-rastejantes são ligeiramente maiores do que tubarões brancos, e a superfície de seus corpos é revestida por peles grossas, calcificadas e semelhantes a armaduras.
Os soldados experientes estão conseguindo repelir a horda de ataque por enquanto. Suas espadas grandes cortam os torsos dos tubarões gigantes ao meio, e os martelos de guerra esmagam suas cabeças. Mas os números do inimigo são grandes demais. Monstro após monstro se lança para a frente, avançando direto por cima de seus companheiros caídos. Os soldados não conseguem evitar ser gradualmente empurrados para trás.
Os dentes afiados dos monstros rasgam suas armaduras de metal resistentes tão facilmente quanto papel. Felizmente, os monstros não parecem focados em matar seus inimigos, pois uma vez que um soldado é incapacitado, eles simplesmente o ignoram, avançando para a frente em vez disso.
| Jin | [Eu vou primeiro]
| Proto | [Ah... Espere!], chama Proto.
Jin começa a correr à frente das outras assim que fica evidente o que está acontecendo. Proto, da mesma forma, usa sua força de estremecer a terra para dar passos saltados do chão e se impulsionar para a frente, mantendo o ritmo da Jin.
O exército de tubarões está firmemente ganhando a vantagem, levado adiante por seu próprio impulso. Está prestes a desaguar na grande ponte que conecta a ilha artificial à cidade... ou assim elas pensam, mas os tubarões têm outras preocupações.
Antes de prosseguirem mais, eles começam a destruir as fileiras de armazéns localizados na ilha artificial. Eles mastigam as portas de metal com os dentes e batem nas paredes de pedra com os corpos, quebrando-as em pedaços. Cada ato de destruição envia estrondos e estalos ecoando pelo ar. Os sons enviam vibrações através da pele das garotas.
| Homura | [O que está acontecendo? Eles parecem estar visando coisas, não pessoas, não estão?], Homura pergunta.
| Psycho | [Algo não se encaixa]
Como a Psycho disse, há algo de estranho no comportamento das bestas monstruosas. Felizmente, o fato de estarem focados em destruir edifícios dá aos soldados espaço para respirar e ajudar os feridos a recuar. Os soldados que ainda têm forças de sobra apoiam aqueles que não conseguem caminhar enquanto fogem de volta em direção à cidade. Os soldados não têm, no entanto, tempo suficiente para se reagrupar. Assim que o exército de tubarões termina de destruir completamente os armazéns, começa a avançar em direção à grande ponte mais uma vez. Em pouco tempo, eles estão se infiltrando na cidade.
Mesmo depois de passarem pelo distrito portuário, a maioria dos monstros permanece focada na destruição de propriedades. Isso permite que os soldados mal consigam manter sua posição. A esperança permanece.
| Psycho | [Pessoal, façam o que puderem!], ordena Psycho assim que alcançam o caos.
Homura e as outras se dispersam.
Depois de deixar a Psycho e as outras para trás, Homura se foca em fornecer cobertura para os soldados em fuga. Um pequeno número de tubarões se libertou do rebanho principal e está perseguindo os fugitivos. Todos os outros soldados estão ocupados, deixando poucas mãos disponíveis para interceptar o ataque.
Homura aponta seu cajado para um dos tubarões, que está prestes a morder um dos retardatários.
| Homura | [Se não fosse por vocês, tigelas de sopa ambulantes, aquela vila ainda estaria viva! Aghhhh—!!]
Um fogo infernal ardente dispara da ponta de seu cajado, envolvendo o tubarão-rastejante. Ele é instantaneamente reduzido a uma massa carbonizada, desabando na sujeira. Os tubarões restantes recuam em hesitação.
| Soldado | [Obrigado, você me salvou!]
Homura enfrenta os tubarões enquanto os soldados atrás dela fogem. Ela canaliza mais chamas em seu cajado. Ela vai colocar um fim a essa atrocidade, ou pelo menos, a esta pequena parte dela.
| Homura | [Tudo bem, quem é o próximo—?]
[Hrwaaarrrr—!!]
Bem nesse momento, o pedaço carbonizado de tubarão no chão solta um uivo.
Antes que ela consiga sequer registrar que o tubarão não está morto ainda, as mandíbulas da criatura já estão voando direto na sua direção, a centímetros de despedaçá-la. Ela consegue ver as fileiras de dentes afiados, quase como se estivesse assistindo a eles em câmera lenta.
A morte é iminente. Tudo o que ela pode fazer agora é fechar os olhos com força e se contrair para o inevitável. Tudo fica preto enquanto ela espera para ser transformada em comida de tubarão.
O tempo parece desacelerar. Homura mal havia começado sua segunda vida. Que desperdício. Ela realmente estava se divertindo desta vez. Enquanto espera a morte chegar, seus pensamentos ficam distantes. Ela se pergunta se haverá uma terceira vida.
Mas o fim parece nunca acontecer.
Ela ouve seu cajado atingir o pavimento de pedra. Deve ter escorregado de sua mão quando ela se contraiu. Aquele momento de escuridão pareceu eterno, mas na verdade foi apenas um curto lapso, durando não mais do que o tempo que levou para o seu cajado cair de suas mãos e atingir o chão abaixo.
Homura abre os olhos timidamente.
Assim que o faz, a luz volta a inundar tudo. Um guerreiro solitário está de pé diante dela.
A armadura grossa e pesada que ele usa é tão negra quanto a noite. Chifres curvos viris erguem-se triunfantes de seu capacete, lembrando galhadas de touro. Ele empunha uma espada grande simples e robusta em suas mãos — um pedaço pesado de metal que poderia facilmente ser confundido com uma arma de impacto.
Homura se lembra de ter visto aquele equipamento antes. Era a mesma arma e armadura que os soldados estavam limpando quando o grupo da Homura chegou pela primeira vez à guarnição. Agora está manchada de sangue mais uma vez, atestando a quantas bestas monstruosas o guerreiro deve ter chacinado.
Homura percebe que o tubarão que estava prestes a mordê-la está agora caído no chão atrás do guerreiro, completamente cortado em dois do topo da cabeça à ponta da cauda.
| Torreque | [Phew, que bom que cheguei a tempo. Você está bem aí, Homura?]
| Homura | [Eu conheço essa voz... Capitão Torreque, é você mesmo?]
Ela mal consegue acreditar. Sua imagem do Torreque, que parecia tão apático, é incompatível com esse rolo compressor que agora está de pé diante dela.
| Torreque | [Oops, parece que o bate-papo vai ter que esperar para mais tarde], Torreque ergue facilmente sua espada grande no ar, fatiando um tubarão atrás do outro. A espada é tão alta quanto ele. [Eu gostaria de poder ficar para manter você segura, mas vou ter que deixar esse trabalho para os promissores. Boa sorte lá fora!]
Torreque avança mais para o interior da cidade, ceifando tubarões conforme se move. Ele mencionou os 『promissores』. Havia apenas um grupo a quem ele poderia estar se referindo.
| Rhiann | [Homura, você está bem!]
| Homura | [Rhiann!]
Conforme o Torreque se afasta, o grupo do Ares chega. Como eles vieram pela retaguarda, devem estar fornecendo cobertura para os soldados em fuga também.
| Rhiann | [Não se preocupe, agora que o Ares está aqui, tudo vai ficar cem por cento! Ele vai limpar todas essas bestas monstruosas num piscar de olhos!]
| Ares | [Isso seria claramente impossível]
| Rhiann | [Sim, exatamente! Com certeza! Isso seria claramente impossível! O Ares ainda está crescendo! Mas ele vai estar pronto amanhã!]
| Homura | [Amanhã? Falando em um estirão de crescimento...!]
Apesar do que a Rhiann diz, no entanto, o grupo do Ares está todo sem fôlego. Dá para notar que eles já passaram por combates intensos.
Eles foram jogados bem no meio de um campo de batalha de quebra-pau bruto em sua primeiríssima missão, exatamente como o grupo da Homura foi. Mas não há tempo para solidariedade bem agora. Todos precisam fazer o que podem.
Homura dá uma olhada ao redor. Eles estão em uma estrada longa e larga, o que é raro para esta cidade sinuosa e densamente construída. Há uma fileira de moinhos de vento menores por perto. Isso dá a Homura uma ideia estranha.
| Homura | [Desculpe, você acha que conseguiria derrubar aquelas pás dos moinhos de vento?], ela pergunta à arqueira no grupo de Ares.
| Arqueira | [Não tenho certeza do que você está tramando, mas deixe para mim!], diz a garota, de olhos arregalados. Ela rapidamente retesa uma flecha, sem sequer se dar ao trabalho de perguntar o que a Homura pretende fazer.
Homura mal registrou o *zunido* da corda do grande arco quando um dos eixos do moinho de vento de repente se estilhaça com um *vapt*. Uma vez que o eixo é quebrado, as pás caem no chão, rachando ruidosamente em pedaços. A garota destrói o próximo moinho de vento, e o próximo. Logo, a estrada está entulhada com um tapete de pedaços de pás de moinho de vento quebradas.
| Homura | [Isso deve ser mais do que suficiente...!]
| Ares | [O que exatamente você está tramando?], pergunta Ares, incerto. Parece uma coisa muito bizarra de se fazer.
| Homura | [Eu vou construir uma parede de chamas para impedir que os tubarões avancem mais! Por favor, protejam-me enquanto eu uso as minhas chamas!]
| Ares | [Você não pode estar falando sério! Uma parede deste comprimento...?! Que seja, tanto faz. Nós vamos manter você segura como se nossas próprias vidas dependessem disso. A sua depende também — então crie essa parede!]
| Homura | [Esse é o plano. Mas... se eu começar a agir de forma estranha, não hesitem em me abater]
Homura já tem um truque na manga para garantir que não caia em transe novamente como da última vez, mas não há como saber o quão eficaz ele vai ser.
| Ares | [Do que você está falando? Você enlouqueceu?]
| Homura | [Na verdade... você está certo, talvez apenas tentem me nocautear em vez disso, se conseguirem...]
Pensando bem, ser 『abatida』 parece meio assustador. Homura ignora o olhar de poucos amigos no rosto do Ares e ergue seu cajado bem alto acima da cabeça.
| Homura | [Sinto muito por quem ainda está tentando fugir. Tentem aguentar firme!]
Não é como se fosse algum tipo de feitiço difícil que exigiria um encantamento, mas a Homura dispara as primeiras palavras em que consegue pensar como uma forma de se preparar psicologicamente.
| Homura | [Essas criaturas perversas ameaçam a paz. Ó parede enfurecida de chamas, pare essas criaturas em suas trilhas!]
E então, em um movimento fluido, ela deixa o cajado de lado — o mesmo cajado que acabou de erguer bem alto no ar — e coloca ambas as mãos no pavimento de pedra frio.
| Homura | [Cárcere Carmesim!]
| Ares | [Para que serviu o cajado?!], diz Ares.
| Homura | [Vibe!]
A verdade é que o poder das chamas da Homura pode variar dependendo de como ela está se sentindo, então ficar entusiasmada é, na verdade, uma parte muito importante do seu processo.
Jatos flamejantes irrompem de suas mãos, criando torres ardentes. As chamas começam a se espalhar para fora em ambas as direções, viajando ao longo das fileiras de fragmentos de madeira para formar uma parede imensa. O rugido preenche seus ouvidos, e o ar estremece com o calor intenso. É uma parede de fogo infernal, grande o suficiente para incutir terror nos corações de qualquer um que a veja.
Homura é natural em usar sua habilidade sobrenatural para invocar chamas, mas quando se trata de controlá-las com magia, ela é muito menos habilidosa. É por isso que ela usou os fragmentos de madeira: para direcionar as chamas e tornar o processo mais fácil para si mesma.
| Ares | [Isso é insano...]
| Rhiann | [Nem me fale... Nem mesmo as insígnias de ouro conseguem manejar uma magia deste tamanho]
Ares e Rhiann olham em choque, boquiabertos com o tamanho do inferno, que quase anula até as próprias muralhas da cidade. Eles logo são puxados de volta à realidade pelas vozes dos outros membros do grupo, no entanto.
| Cavaleiro | [Ares! Rhiann! Monstros estão vindo!]
| Arqueira | [Pelo que posso ver, parecem ser doze ou treze deles!]
A arqueira está examinando a área de cima do telhado de uma das casas, com o arco nos ombros. Os tubarões de olhos afiados já identificaram a fonte das chamas que bloqueiam seu caminho e agora avançam furiosamente em direção a eles pela estrada.
| Ares | [Desculpe. Vamos voltar para a nossa missão]
Agora que recuperou a compostura, Ares conjura um feitiço, envolvendo-se em relâmpagos azuis. Mesmo o estalar estridente dos relâmpagos do Ares não é páreo para o estrondo de tremer a terra das chamas.
| Ares | [Rhiann, você cobre a Homura!]
| Rhiann | [Entendido], responde Rhiann secamente.
Ela fecha os olhos, ergue seu cajado no ar e conjura um feitiço.
| Rhiann | [『Barreira』!]
A gema de minério afixada na ponta do cajado da Rhiann brilha, e uma parede de luz — uma barreira mágica — aparece, cercando a Rhiann e a Homura. Os tubarões-rastejantes avançam contra a barreira repetidamente, tentando destruí-la, mas ela é sólida demais. Nem sequer se move.
| Homura | [Obrigada, Rhiann!]
| Rhiann | [Você não precisa me agradecer. Nós somos amigas agora, afinal de contas. E você não precisa continuar sendo tão formal!]
| Homura | [Amigas...]
Ao som da palavra, Homura sente um calor suave preencher seu peito. Há quanto tempo faz que ela não consegue chamar ninguém de amiga? Apenas uma amiga. Não aliadas ou companheiras de grupo como a Psycho e as outras. Um tipo diferente de proximidade. O fato da Rhiann estar disposta a pensar nela dessa forma deixa a Homura se sentindo energizada.
| Homura | [Eu entendo. Obrigada!]
| Rhiann | [Você acabou de me agradecer de novo!]
| Homura | [Ah, me desculpa! Ser educada é um hábito para mim. Acho difícil relaxar. A menos que, é claro, seja com garotas fofas e mais novas...!]
| Rhiann | [O que isso deveria significar?!]
Do outro lado da barreira mágica, os três soldados restantes estão lutando contra os tubarões-rastejantes. Um enxame de monstros continua a jorrar do mar diante deles, um após o outro. E atrás deles ergue-se uma parede de chamas. Não há para onde correr. Mas eles não têm interesse em correr, para começo de conversa. Apesar da falta de experiência em combate real, Ares e os outros conseguem repelir os monstros tubarão atacantes através de força e habilidade avassaladoras.
Embora o número de bestas monstruosas esteja diminuindo continuamente, as batalhas consecutivas estão cobrando seu preço. Bem nesse momento, um grito de repente perfura o ar.
Eles se viram rapidamente na direção de onde o som veio. Homura vê um punhado de soldados da Guarda Aegis encurralados. É o mesmo grupo que encontraram no caminho para Aurerich. Aqueles que haviam lutado contra aquele urso-de-garras.
| Ares | [『Trovão azul, ataque』!], grita Ares, apontando rapidamente sua espada para o tubarão e conjurando um feitiço. Um flash ofuscante imediatamente se arqueia da ponta de sua espada. Uma lança de eletricidade azul dispara através da coluna de tubarões que está amontoada perto na rua, fritando-os com força de alta voltagem.
Os soldados estão salvos. Eles erguem suas vozes em elogios.
| Soldado | [Whoa, eu sabia! Tão forte como sempre!]
| Soldado | [Algum dia, nós vamos olhar para trás e dizer que conhecemos ele no começo!]
Mas o Ares não tem mais forças para responder.
| Ares | [Vou ter que deixar isso por conta de vocês por um tempinho]
Ares descarregou a maior parte da eletricidade que circulava em seu corpo. O uso sustentado de magia o deixou exausto física e mentalmente, e ele cai sobre um joelho, respirando pesadamente.
| Cavaleiro || Arqueira | [[Pode contar conosco!]], os outros dois gritam sem hesitação.
A garota com o arco atira nas pernas dos monstros, perfurando-os pelos pés e prendendo-os ao chão, enquanto o guerreiro massivo usa seu machado para golpear e retalhar. O grupo da Homura é capaz de trabalhar em equipe também, mas a versão delas não se compara ao nível de coordenação que o grupo do Ares está demonstrando.
| Homura | [Phew... Parece que as coisas se acalmaram um pouco por enquanto]
O fedor sufocante de sangue preenche o ar conforme uma trégua atinge as ondas de monstros. O guerreiro massivo na equipe do Ares finalmente consegue relaxar por um momento, embora ainda não baixou a guarda. A pausa é de curta duração, no entanto, durando não mais do que uma única respiração profunda.
| Arqueira | [Ei, ótimas notícias — tem ainda mais deles vindo na nossa direção!], grita a arqueira, parecendo exasperada.
Ares se levanta lentamente de volta. [Por mim tudo bem. Não me importa quantos deles existam — eles não vão passar por aqui]
O relâmpago que envolve o corpo do Ares de repente ganha vida novamente.
Não há outros soldados na área; eles já recuaram. As casas na área estão sendo continuamente destruídas. Tsutsumi está lutando sozinha. Para ser capaz de liberar seu veneno livremente, e para ter certeza de que ninguém mais a verá, ela precisa escolher seus campos de batalha com cuidado.
Ela salta do telhado de um edifício conforme ele começa a desabar, pousando no telhado do próximo, espalhando névoa venenosa conforme avança.
| Tsutsumi | [Huh, e agora...?]
O enxame de tubarões-rastejantes continua a se contorcer e gemer abaixo, apesar de inalar seu veneno. Ela o espalhou por uma área tão ampla que a concentração está baixa. Como resultado, isso apenas os atrasa ligeiramente em vez de incapacitá-los completamente.
| Tsutsumi | [Estou... com fome...]
O estômago da Tsutsumi ronca junto com os tubarões. Ela precisa de nutrientes se vai criar mais veneno. Ela precisa comer. Ela começa a salivar ao se lembrar dos espetinhos de carne que consumiu mais cedo naquele dia.
Ela poderia sempre tentar comer uma das bestas monstruosas, mas duvida que eles ficariam ali sentados e a deixariam saborear sua refeição em paz. O que ela deveria fazer? Seu estômago está tão vazio que ela mal consegue raciocinar direito.
| Tsutsumi | [Ai!!]
Tsutsumi tropeça. A onda de destruição dos tubarões acaba de atingir a casa em que ela está atualmente de pé.
| Tsutsumi | [Ua... ah!]
Ela se desequilibra para o lado e perde o apoio, caindo de cabeça, direto no enxame fervilhante de tubarões. Onde ela prontamente desaparece dentro de uma boca faminta e cheia de dentes.
Suas mandíbulas poderosas se fecham. A perna da Tsutsumi, que não havia desaparecido totalmente na boca do tubarão, é decepada e atinge o pavimento de pedra com um *plaft* silencioso.
Embora os tubarões não estejam interessados em comer presas no momento, se um pedaço suculento por acaso cair direto em uma de suas mandíbulas, eles dificilmente vão recusar. Contando-se com sorte, o tubarão começa a mastigar e a se esbaldar, quebrando a garotinha em pedaços ainda mais fáceis de manejar.
—Não demora muito para que o tubarão comece a se sentir estranho, no entanto. Ele é subitamente atingido por um desconforto agudo como nenhuma dor que já sentiu antes.
Embora já estivesse ligeiramente dormente por causa do veneno da Tsutsumi, ele está se contorcendo e se debatendo violentamente demais para sentir o efeito do veneno. Os outros tubarões próximos percebem que algo está errado, mas continuam sua debandada de destruição, sem prestar atenção ao companheiro.
O tubarão se contorce bizarramente, tentando golpear e expelir qualquer substância estranha que tenha engolido, mas não importa o quanto ele se esforce, a coisa permanece alojada profundamente em sua garganta, recusando-se a ser vomitada. Logo, o tubarão inchou até atingir um tamanho ainda maior. Ele cai no chão com um *baque* antes de cessar completamente de se mover.
Embora o tubarão não esteja mais se movendo, seu estômago continua a se contorcer grotescamente. Não parece que a coisa dentro dele está lutando para se libertar. Em vez disso, parece que está cutucando ao redor, explorando.
O contorcer continua por alguns momentos, antes que o movimento muda de repente. O estômago branco da criatura começa a se projetar para fora como se algo estivesse empurrando-o de dentro. A protuberância fica continuamente mais pontiaguda, até que, eventualmente, uma garotinha irrompe livre, lambuzada de sangue. Não há um único arranhão nela. Seus ossos esmagados, pele rasgada e perna retalhada se curaram completamente.
| Tsutsumi | [Assim está melhor...], diz Tsutsumi, batendo as mãos em gratidão pela refeição.
É apenas quando veem a garotinha irromper do estômago de seu companheiro que os outros tubarões notam o inimigo perigoso em seu meio. Mas já é tarde demais a essa altura. Com a barriga agora cheia, Tsutsumi começa a estender suas asas ossudas, como os galhos nus de uma árvore murcha. Uma vez que sua estranha transformação está concluída, os membros esqueléticos pulsam acentuadamente. No instante seguinte, a área ao redor é envolvida por uma nuvem de névoa negra.
O veneno desta vez é generalizado e altamente concentrado. Em meros segundos, os tubarões se veem incapazes de se mover. Aqueles mais próximos da Tsutsumi caem no sono, e não acordarão mais.
O veneno é mais do que suficiente para cuidar do assunto com os tubarões nesta área. Tsutsumi recolhe suas asas e parte em busca de seu próximo campo de batalha.
| Tsutsumi | [Humm, barbatanas de tubarão!]
Ao longo do caminho, ela dá uma mordida na barbatana traseira de um dos tubarões. Suas mandíbulas poderosas mastigam o couro resistente, e a textura por baixo é agradavelmente crocante. O sabor pode não ser muito digno de nota, mas a crocância é altamente viciante.
| Tsutsumi | [Dizem que barbatanas de tubarão... são uma iguaria...]
É claro que isso é apenas quando são devidamente preparadas, mas a Tsutsumi não se importa.
| Psycho | [Achei que encontraria você aqui, Tsutsumi], diz Psycho, que apareceu do nada, abrindo caminho através da névoa negra ao deparar com a Tsutsumi desfrutando de seu banquete gourmet.
| Tsutsumi | [Cuidado com... o veneno...]
| Psycho | [Eu conjurei um feitiço de antídoto em mim mesma; parece estar funcionando]
| Tsutsumi | [Okay...]
Tsutsumi pega o sapato que havia 『deixado cair』 mais cedo, esvazia o seu conteúdo e depois recupera sua máscara, que havia escorregado, de dentro do estômago do tubarão. [O que você está... fazendo aqui?]
| Psycho | [Eu? Obviamente, vim ver como a caçula da família estava se saindo!]
| Tsutsumi | [Sério?]
Psycho bagunça o cabelo manchado de sangue da Tsutsumi. [Eu estava curando os feridos na retaguarda, mas devo ter feito um trabalho bom demais, porque começaram a me chamar de santa deles ou algo assim. Estava me dando calafrios]
Soldados e cidadãos feridos foram carregados para a igreja e centros de evacuação em grande número. A magia de cura da Psycho é muito mais eficaz do que as das sacerdotisas desta cidade, então ela andou por aí cuidando dos feridos e ganhando a adoração profusa deles no processo. Obviamente, esta é uma situação terrível para se encontrar, do ponto de vista da Psycho. No que diz respeito a ela, os tipos politicamente corretos podem ir comer poeira.
| Tsutsumi | [Não se preocupe. Eu sei que você é um lixo, Psycho...!]
| Psycho | [Ninguém nunca me disse algo tão bonito antes. Você é uma boa garota!], diz Psycho, profundamente tocada. [E por ser tão esperta, vou levar você em um encontro. Vamos ver o porto — podemos viajar em um carro de luxo particular]
Psycho coloca as mãos nos corpos de dois tubarões-rastejantes que estão caídos por perto. Um brilho emerge das mãos da Psycho, e os dois corpos começam a se separar em fios, como se estivessem sendo descascados, e então se entrelaçam.
Esta é a magia de fusão de criaturas da Psycho, que ela desenvolveu a partir da magia de cura comum. Ela permite que ela crie uma colcha de retalhos a partir do resíduo das almas de múltiplas criaturas, transformando-as em novas e estranhas abominações. Profanar as almas dos mortos é estritamente tabu, no entanto, então se alguém a pegar fazendo isso, a punição provavelmente será severa.
Em pouco tempo, os dois corpos se transformaram em algo novo. Tudo o que esse algo novo precisa agora é de um nome.
| Psycho | [Muito bem, suba a bordo do Tubarão Zumbi de Duas Cabeças!]
O que antes era um tubarão com pernas é agora um tubarão com duas cabeças e pernas! É também ligeiramente maior do que antes, tornando-se o tamanho perfeito para uma viagem confortável.
Tsutsumi sobe a bordo e abraça a Psycho, que já está montada na barbatana traseira da criatura.
| Psycho | [Tudo bem, vamos lá, Sharky!]
Parece que o seu novo nome já foi abandonado. O tubarão-rastejador de duas cabeças geme como um motor ao comando da Psycho, acelerando para a frente a uma velocidade vertiginosa. Ele tem potência de tubarão suficiente para fazer a terra tremer abaixo delas, mas também vem com uma falha de design inesperada — o choque está indo direto para os traseiros delas. O carro de luxo chique delas pode ser espaçoso e acomodador, mas engole a estrada como uma lata velha.
Os outros tubarões-rastejantes saltam para a frente para atacar. Aparentemente, eles não consideram mais a criatura tubarão deformada, com duas humanas montadas em suas costas, como um dos seus. Sharky, no entanto, os repele admiravelmente com suas duas cabeças. Quando um ataque vem da direita, ele morde com a cabeça direita; quando um ataque vem da esquerda, ele dá uma cabeçada com a esquerda. Sua única fraqueza é que tem alguma dificuldade em conter quaisquer ataques que venham pelo meio.
| Tsutsumi | [Por que ele tem... duas cabeças?]
| Psycho | [Para o dobro do poder de ataque, é claro!]
| Tsutsumi | [Wow...! O que mais... ele faz...?]
| Psycho | [Sei lá!]
Não há ponto em perguntar a Psycho. Ela apenas juntou a criatura na hora e está inventando as respostas conforme avança. O que elas estão fazendo? Em que estão montadas? Quem sabe? Mas pelo menos estão indo em direção ao porto!
Assim que o modelo de luxo do tubarão-móvel delas alcança a grande ponte conectada à ilha artificial, começa a perder velocidade, eventualmente engasgando até parar.
| Psycho | [Deve estar sem gasolina. Meh, de qualquer forma já é longe o suficiente]
O amálgama que a Psycho criou foi construído a partir do resíduo de múltiplas almas de criaturas, mas o resíduo de alma também é o que ela usa como combustível. No final, é apenas um cadáver animado à força. E assim que o combustível acabou, tornou-se um cadáver comum mais uma vez.
As duas desembarcam do veículo agora encalhado, seguindo atrás de suas duas amigas, que chegaram antes delas.
| Psycho | [Ei!], chama Psycho. [Qual é a novidade?! Eu não sabia que vocês duas estavam aqui também]
Jin e Proto se viram para cumprimentá-las.
| Jin | [Senti uma presença perigosa no porto], diz Jin.
| Proto | [Ugh, que coisa nojenta você fez desta vez?], reclama Proto.
As quatro estão lá pelo mesmo motivo. Bem, três delas estão. Tsutsumi foi apenas arrastada junto para o passeio. Nomeadamente, a 『presença perigosa』 que a Jin mencionou. Algo em um nível completamente diferente dos tubarões-rastejantes saqueadores. Seja o que for a presença, é provavelmente a mente por trás deste ataque. Elas são capazes de avistar vislumbres dele mesmo dos pontos mais distantes da cidade.
Uma figura humanoide espera por elas com uma criatura monstruosa ao seu lado. Há também um baluarte valente de um homem de pé no caminho da dupla — embora ele mal esteja conseguindo se manter ereto. Ele se apoia em sua espada grande, que foi cravada no chão, para suporte.
| Psycho | [Precisa de uma mão?], diz Psycho, falando com o guerreiro em armadura negra.
| Torreque | [Sim, eu agradeceria. Afinal, eu acabei de perder uma das minhas]
O braço esquerdo do homem está completamente faltando. A armadura foi rasgada de forma limpa no ombro, e o sangue está jorrando da ferida.
| Psycho | [Oh, Torreque, é você!]
Seus ferimentos são hediondos, mas o Torreque parece determinado a impedir que o inimigo avance mais. Apesar do tom irreverente em sua voz, no entanto, está claro que ele está chegando ao seu limite.
Psycho conjura rapidamente um feitiço de cura para estancar o sangramento.
| Torreque | [Cuidado, aqueles dois são perigosos]
Uma jovem garota demônio e uma besta monstruosa e massiva estão de pé diante deles, iluminados pela luz da lua, de costas para o oceano.
| Garota Demônio | [Finalmente. Eu estava prestes a morrer de tédio, velho]
A garota demônio joga o braço do Torreque bem alto no ar. A besta monstruosa ergue-se e pega o braço na boca, engolindo-o em um único gole.
A garota é um demônio tubarão antropomorfizado e não está usando nada além de uma tira de pano amarrada ao redor do busto e da cintura. Sua pele exposta é de um branco e azul-acinzentado salpicado, com uma musculatura forte e flexível aparente sob a pele. Seus dentes, que se sobressaem em um sorriso sadista, são tão afiados e pontiagudos quanto os de um tubarão.
Ela se assemelha à imagem do próprio livro que o Torreque havia mostrado a elas mais cedo, mas ao contrário do livro, seus braços e pernas estão cobertos por uma carapaça dura e densa de escamas.
| Garota Demônio | [Agora, vocês quatro parecem algo em que eu poderia cravar meus dentes! Finalmente, algum entretenimento!]
Ela deve estar animada, porque a cauda que sai de sua cintura bate contra o chão várias vezes.
A criatura gigante e rosnante parada ao lado da garota, enquanto isso, é uma versão gigante de um tubarão-rastejador. É grande o suficiente para engolir facilmente um urso-de-garras inteiro, e está coberta por uma pele blindada muito mais resistente do que um tubarão-rastejador padrão. Sua carapaça é tão espessa que bem poderia ser uma armadura de verdade.
A garota demônio está completamente ilesa, mas uma grande fenda foi feita na cabeça da besta monstruosa. Infelizmente, parece que apenas sua carapaça blindada espessa foi danificada, e a ferida em si não é tão grave.
| Psycho | [Quem são vocês dois? Por que estão fazendo isso?], pergunta Psycho. Eles atacaram do nada. A escala desta investida é massiva, o que sugere que eles têm um objetivo muito sério em mente.
| Garota Demônio | [Se são respostas que você quer], a garota responde com rancor, [saiba que estou aqui sob o comando do Senhor das Trevas para esmagar as terras humanas patéticas de vocês!]
As outras hesitam. Elas não estavam esperando por essa resposta.
| Psycho | [Então você é uma das seguidoras do Senhor das Trevas?]
| Garota Demônio | [Uma comandante de incursão, gloriosa ponta de lança da horda que retorna!]
Outra figura conectada ao Senhor das Trevas apareceu. E ao contrário do Rotraud, esta parece estar recebendo ordens.
Psycho abre um sorriso. Finalmente, estão chegando a algum lugar!
| Torreque | [Acho que o Senhor das Trevas realmente retornou. Que sorte a minha...], murmura Torreque desanimado. Ele não esperava se encontrar na encruzilhada da história hoje.
| Garota Demônio | [Chega — vamos lutar de uma vez], diz a garota, rindo sem medo enquanto prepara seu tridente. [Eu enfrento as cinco de vocês de uma vez. Não me importo]
Ela obviamente tem a força para respaldar suas palavras. Afinal, Torreque é um insígnia de ouro, e ela facilmente o encurralou. Talvez ela realmente consiga enfrentar as cinco de uma vez.
No entanto, Psycho e as outras sabem que lutam melhor quando podem lutar à sua própria maneira.
| Jin | [Eu cuidarei desta aqui], diz Jin. [Proto, você pode cuidar do outro?]
| Proto | [Sim, sim, deixa o grandão comigo, eu acho]
Jin e Proto batem os punhos e então dão um passo à frente para enfrentar seus respectivos inimigos.
| Psycho | [Nós duas vamos garantir que nenhum dos outros monstros entre no caminho], diz Psycho.
Vários tubarões-rastejantes estão se aproximando da outra extremidade da ponte.
| Tsutsumi | [Okay...!], diz Tsutsumi.
| Torreque | [Eu sei que sou apenas um velho nas últimas aqui, mas vocês têm certeza de que elas vão ficar bem sozinhas?]
| Psycho | [Quem sabe? Mas somos mais fortes quando lutamos como queremos. Tente não entrar no caminho de ninguém, okay?]
| Torreque | [Ah, ser jovem de novo... O que quer que tenha acontecido com a minha própria faísca?], diz Torreque enquanto puxa a espada grande livre do chão e a apoia sobre o ombro. E, no entanto, há um fogo claro em seus olhos.
| Torreque | [Cabe aos velhos, no entanto, abrir caminho para os jovens. Eu também farei o que puder]
Torreque vira sua atenção em direção à cidade, onde os tubarões-rastejantes continuam seu alvoroço. Ele está relutante em deixar este inimigo poderoso para as soldadas mais jovens, mas mesmo que ainda tenha mãos suficientes para o trabalho, ele não tem mais o vigor físico. Ele está velho demais para combates tão ferozes e prolongados. Ainda assim, ele fará o que puder. O que, neste caso, significa varrer os monstros menores antes que eles possam entrar no caminho.
| Psycho | [Não sei o que você está planejando, mas você parece estar uns cinco dedos curto para o trabalho], Psycho nota.
| Torreque | [Talvez, mas por mais que eu aprecie vocês darem uma mão, acho melhor vocês duas ficarem aqui para proteger este ponto]
| Psycho | [Calma lá, Capitão. Eu não ia te dar uma mão; eu ia fazer uma para você]
| Torreque | [Fazer uma para mim...?]
Torreque inclina a cabeça em confusão. Ela está alegando que pode usar magia capaz de regenerar partes perdidas do corpo? Isso seria uma das magias de cura mais poderosas existentes. É claro que não. Se esse fosse o caso, não haveria como ela estar bobeando com a Falange das Lâminas. A igreja já teria a agarrado para si há muito tempo.
| Psycho | [Você está com sorte, velho. Temos bastante matéria-prima bem aqui na ponta dos nossos dedos. E a coisa certa quando se trata de capacidade regenerativa], explica Psycho sem realmente explicar nada.
| Torreque | [Eu não entendo o que você quer dizer — mas não gosto desse sorriso no seu rosto. Não gosto desse sorriso nem um pouco!]
| Psycho | [Relaxe, relaxe. Haverá apenas uma partezinha pequenininha de você que não será mais humana, só isso!], diz Psycho, sorrindo como a cientista louca que é.



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