Capítulo 49 - Pânico na Escola
A manhã do primeiro dia de aula daquela semana foi tomada pelos gritos das jovens. A fonte é o caminho para a aula de Bordado: a única aula que a Emma tem longe dos irmãos. Seus irmãos e o Joshua se separaram dela para ir para a aula obrigatória, Técnicas de Caça. Enquanto a Emma caminhava sozinha, depois de se separarem perfeitamente... as coisas caíram sobre ela. Os corpos são pretos. Suas pernas são anormalmente longas. Parecem tão alienígenas que é como se realmente fossem de outro mundo.
Robert e Brian subiram em uma das muitas árvores do campus e esperaram até que a Emma estivesse logo abaixo para virar a caixa que haviam enchido com as criaturas.
*Plop*
*Plop*
*Plop plop plop plop plop plop plop*...
| Francesca | [Yeeeeaaaagh!!!], o primeiro grito veio da pobre jovem que caminhava logo atrás da Emma. Quando a primeira coisa caiu na cabeça da Emma, a garota se perguntou se era uma folha e, para seu grande infortúnio, conseguiu olhar mais de perto. Foi assim que viu o que era e que uma enxurrada delas caía do céu.
Todas as garotas que se dirigiam à aula de Bordado se viraram para ver o que era a gritaria, e foi então que elas também viram. Logo, não havia nada além de gritos enquanto o pânico se espalhava pela área. As garotas correram para todos os lados para escapar. Algumas desmaiaram na hora. Algumas tropeçaram ou pisotearam as amigas caídas. Algumas correram. Mais caíram. Pânico gerou pânico, e os gritos das garotas ecoaram por todo o campus. Em um instante, o campus inteiro se tornou um inferno.
Foi muito mais pandemônio do que o Robert ou o Brian esperavam.
| Brian | [L-Lorde Robert, isso está muito fora de controle!]
| Robert | [N-Não! Foi um sucesso! Um grande sucesso! Agora vamos sair daqui! É-É-É isso que você ganha, Emma Stewart!], Robert riu ao ver a Emma agachada de um jeito horrível no chão. Ela deve estar com muito medo para ficar em pé.
Brian e Robert são os únicos dois meninos ali, pois tinham especificamente como alvo a aula de Bordado, onde só as meninas deveriam estar.
| Marion | [O que aconteceu?!], Marion, que sempre chega pouco antes do início da aula, entrou na sala e perguntou as suas colegas de classe habituais. Ao passar pelo caminho para a sala, viu meninas inconscientes sendo carregadas para a enfermaria, meninas gritando de terror, meninas cuidando de seus ferimentos após tropeçarem e caírem, meninas chorando, tremendo e com muito medo para se mexer. Os cavaleiros reais correram para o local quando sentiram que algo havia acontecido e estavam lidando com as consequências. Marion tentou perguntar aos cavaleiros o que havia acontecido, mas eles apenas balançaram a cabeça e se recusaram a responder. Tudo o que ela sabe é que deve ter sido algo terrível.
| Francesca | [F-F-Foi... foi horrível... foi tão nojento...], Francesca respondeu, tremendo e com lágrimas nos olhos. Ela estava caminhando a apenas dez metros atrás da Emma quando aconteceu. [E-Eles estavam a atacando... Era como se... aquelas coisas, s-seja lá o que forem, estivessem atrás dela...], Francesca tinha um lenço na boca, como se só de lembrar o que aconteceu já a deixasse enjoada, e seus dentes batiam de medo.
| Marion | [A senhorita está bem, Lady Francesca?], Marion passou o braço em volta dos ombros da Francesca, mas seu tremor não diminuiu. O que ela tinha visto?
| Catherine | [Ela está assim desde que chegamos aqui, não é, Caitlyn?]
| Caitlyn | [Ela está assim desde que chegamos aqui, Catherine]
As gêmeas esfregavam as costas da Francesca, preocupadas.
| Francesca | [E-eu... eu deveria ter s-salvado a L-Lady Emma, mas... E-eu fugi. E-E-ela sempre foi t-t-boa comigo... e eu n-n-não fiz nada... N-N-ninguém c-conseguiu levantar um dedo para ajudá-la...], grandes lágrimas escorriam dos olhos da Francesca enquanto ela revivia a lembrança de ter deixado a Emma para trás. Aquelas coisas que causavam arrepios na espinha só de olhar para elas cercavam a Emma. Francesca sabia que precisava salvá-la, mas seu corpo e seus instintos a traíram, e ela correu o mais rápido que pôde.
| Marion | [Lady Catherine. Lady Caitlyn. Por favor, cuidem da Lady Francesca. Vou para a enfermaria. Podem ter levado a Lady Emma para lá], no entanto, assim que a Marion se levantou da cadeira para ir ver a Emma, um instrutor que definitivamente não é a professora de Bordado entrou apressadamente na sala de aula.
| Professor | [As aulas estão canceladas por hoje. Já entramos em contato com suas casas. Se você vão ser buscadas ao retornar para casa, devem permanecer no local até novo aviso. Se estiverem hospedadas nos dormitórios, eu as acompanharei até lá agora. Algumas pessoas serão enviadas para nos questionar sobre o ocorrido, então, por favor, tentem cooperar com elas quando chegar a hora], o instrutor chamou a Catherine e a Caitlyn, já que elas vivem nos dormitórios.
| Professor | [Desculpe, Lady Marion! Você pode ficar com a Lady Francesca até a carona dela chegar?], nenhuma delas quer deixar a Francesca naquele estado, então a Marion teve que concordar. O que havia acontecido na academia naquele dia? Emma está segura?
Esta foi a primeira vez na história da academia que os próprios cavaleiros tiveram que se envolver em um incidente na escola.
Enquanto os irmãos, Joshua, Príncipe Edward e Arthur se dirigiam para a aula de Técnicas de Caça, ouviram os gritos de gelar o sangue de inúmeras garotas. Viraram-se e viram uma debandada delas vindo do caminho para a aula de Bordado, onde haviam se separado da Emma.
| George | [O-O que está acontecendo?!]
Essas garotas, que normalmente andavam com tanta elegância e graça, corriam o mais rápido que podiam, algumas delas sangrando nos joelhos.
| Joshua | [Foi para lá que a Lady Emma acabou de ir! Ela deve estar em perigo!], não importa o quão perigosa a situação possa ser ou quantas garotas tenham vindo correndo, as convicções do Joshua não vacilam nem por um segundo. Ele correu atrás da Emma.
| George | [V-Você não acha que a Emma está por trás de tudo isso, acha...?]
| William | [Tudo o que podemos fazer é esperar que não!]
William e George seguiram o Joshua contra a corrente de garotas em debandada.
| Arthur | [Sua Alteza], o Príncipe Edward está preocupado com a Emma e quer segui-los, mas o Arthur o impediu. [Você não pode ir atrás dela. Se houver algum perigo, temos que evacuá-lo imediatamente], no campus, Arthur é o guarda-costas do príncipe. Ele não pode permitir que o Edward se coloque em perigo.
| Edward | [Mas Arthur... Emma está ali!]
| Arthur | [Sua Alteza. Você precisa considerar sua posição], Arthur segura firmemente o braço do príncipe, impedindo-o de ir mais longe.
Embora a garota que ele ama esteja em perigo, o príncipe não pode ir resgatá-la. Ele se ressente de que, como realeza, ele só pode ser protegido, em vez de proteger aqueles com quem se importa. Ele tem muita inveja do Joshua, que pode correr para ajudar a Emma sem ser limitado por tais coisas. É estranho para um príncipe ter ciúmes do filho de um mercador, e ainda assim...
| Arthur | [Sua Alteza. Você tem coisas que só você pode fazer, como realeza]
O príncipe até começou a se ressentir do Arthur por repreendê-lo. Ele sabe. Ele sabe que o Arthur está certo. Mas ele quer proteger a Emma com as próprias mãos, como Edward Tholus Royale. Não é porque ele quer a gratidão dela ou que ela se apaixone por ele em troca. Ele só quer protegê-la. Ele nunca se esqueceu da visão do corpo ensanguentado dela após o ataque do monstro. Ele nunca mais quer vê-la sofrer daquele jeito. Tudo o que ele quer é que ela sorria para sempre e, se possível, ser capaz de proteger o sorriso dela sozinho. Mas mesmo que isso parta seu coração em dois, ele tem que ignorar esses desejos. Ele tem que cumprir seu papel como príncipe do reino.
| Edward | [Chame os cavaleiros do castelo. Eu assumo total responsabilidade por isso. Diga a eles para fazerem uma investigação completa. Ajudem a proteger as meninas e tratem os feridos], ordenou o príncipe. Mesmo que tudo isso não dê em nada, ninguém reclamará do envio dos cavaleiros se a vida do príncipe estiver em perigo.
A primeira reação de uma pessoa é fundamental. Foi o que ele aprendeu durante a crise localizada na barreira de Vallery.
| Arthur | [Obrigado, Sua Alteza], Arthur soltou o príncipe e enviou um mensageiro ao castelo. [Devemos levá-lo para um lugar seguro enquanto podemos. Eu o levarei até lá], Arthur teve que fingir que não viu os punhos cerrados do príncipe, envergonhado por tudo o que lhe é permitido fazer é agir como guarda-costas do príncipe em vez de seu amigo. Tudo o que ele pode fazer é rezar para que a Emma e as outras meninas que vão para a aula de Bordado estejam seguras.
*Plop*
*Plop*
*Plop plop plop plop plop plop plop*...
No caminho para a Bordado, algo caiu do céu. Depois de um instante, Emma ouviu um grito agudo. Após esse primeiro grito, todas as garotas que olharam para ela também começaram a gritar e a correr. Emma ficou chocada com o pânico repentino e pegou a coisa preta que havia caído em sua cabeça. Quando viu o que era, ofegou... e as emoções que a invadiram eram intensas demais para serem reprimidas. Ela soltou um grito.
| Emma | [Oooh meu deeeeeuuuuusssss!], em meio a todos os gritos de pânico das outras garotas, o grito da Emma foi um grito de alegria. [É um amblypygi!], ela estava tão animada que, sem querer, começou a falar japonês.
O amblypygi, ou escorpião-chicote gigante sem cauda — o nome de um dos insetos mais nojentos do mundo anterior da Emma. Minato os viu em algum filme ou mangá e decidiu procurá-los online um dia, e o corpo bizarro que ela agora segura na mão parece exatamente como em suas memórias. Os pedipalpos gigantes que parecem braços enormes... o jeito como são tão planos que parece que alguém havia pisado neles...
| Emma | [Minha nossa, você é um bichinho tão assustador! Você é tão fofo! Não aguento! Você é o mais fofo do mundo!], as risadinhas da Emma eram quase tão assustadoras quanto os próprios amblipígios. Ela jurou em seu coração que levaria cada um deles para casa. Ela se abaixou até o chão, tomando cuidado extra para não pisar em nenhum que tivesse caído. [Ah, não por aí! Vocês vão ser esmagados! Aqui, pequeninos! Vocês estarão seguros aqui dentro! Aqui tem um bebezinho bonzinho... Aqui!], Emma começou a juntar os amblipígios debaixo da saia.
Os amblipígios têm a tendência de soltar as próprias pernas se sentirem perigo, como uma centopeia, então a Emma os chamava e os guiava com muita delicadeza até sua saia. Assim que ela juntou o último, Joshua, George e William vieram correndo.
| Joshua | [Lady Emma! Você está bem?!], Joshua caiu de joelhos diante da Emma, tentando recuperar o fôlego. George e William a seguiram e a cercaram, verificando se não havia perigo por perto.
| George | [Emma, o que aconteceu?], perguntou George. Havia dezenas de garotas que haviam perdido a consciência, várias que estavam com muito medo de se mover e algumas que se machucaram tropeçando nas garotas caídas, mas ainda tentavam rastejar para se proteger. Parece algo saído do inferno.
| William | [Foi um monstro, mana?! Ou outra crise localizada na barreira?!], perguntou William, em pânico com todo aquele caos.
| Emma | [Huh?], Emma finalmente olhou para as garotas ao seu redor quando o William perguntou. [Huh... O que está acontecendo, pessoal?]
| William | [É isso que nós queremos saber!], gritou William diante do tom casual demais da Emma. Como ela está confusa quando está bem no meio daquilo?!
| Joshua | [Lady Emma, você está ferida? Alguma dor em algum lugar?], Joshua tentou ajudar a Emma a se levantar, mas ela não se mexeu. [Lady Emma?]
Os três olharam preocupados. Será que ela realmente se machucou?
| Emma | [Desculpe, hum... Acho que não consigo ficar em pé. Viu...?], Emma levantou a saia levemente para revelar o enxame de amblipígios, todos se espremendo entre si.
| George | [Waaaah?!]
| William | [Eeugh! Que diabos?!]
| Joshua | [Aahhh! É a parte de dentro da saia da Lady Emma...!!!]
Os amblipígios são estranhos o suficiente para que o William e o George, que estão acostumados com insetos àquela altura, não conseguissem conter o grito.
| Emma | [Eu estava andando por aí, e um bando desses carinhas caiu na minha cabeça. Consegui pegar todos eles dentro da minha saia, mas... não sei o que fazer agora. Se eu me levantar, eles vão cair... Quero levar todos para casa comigo!], Emma riu e corou.
| William | [Então, basicamente, todas essas garotas começaram a surtar porque viram esses insetos?], perguntou William, tentando entender o que tinha acontecido. O canto da boca dele se contraiu. Faz sentido. A maioria das nobres teria desmaiado ao ver um monte desses insetos horríveis caindo do céu.
| Emma | [Espera aí, todo mundo estava em pânico por causa desses carinhas? Por quê? Eles são tão fofos...], perguntou Emma, dando de ombros, confusa.
| George | [Emma, esses são só insetos, certo? Você disse que eles caíram em você, então tem certeza de que não são monstros de um ponto de crise localizada na barreira?], perguntou George, olhando para cima para verificar se havia buracos.
| Emma | [Ora, querido irmão, esses são amblipígios!]
| William | [Quem se importa com o nome deles?! Eles são monstros ou não?!], William se intrometeu, já que a Emma estava ignorando o detalhe mais importante.
| Emma | [Nngh... Bem, olhe. Eles são amblipígios. São insetos, obviamente. Quando olhei para cima, vi o Lorde Robert e o Lorde... uh, Brian? Estavam em uma árvore sorrindo e tal, então acho que estavam tentando me surpreender com um presente ou algo assim. Eles são mais gentis do que eu imaginei, eu acho!]
Os ombros do George caíram de alívio. [Emma, tenho quase certeza de que estavam te intimidando], ele estava preocupado porque, se tivesse havido uma crise localizada na barreira aqui na capital, isso significaria que a própria barreira está em seus últimos dias.
| Emma | [Intimidação? Mas amblipígios são tão raros neste mundo... Eu os vi em uma enciclopédia de insetos que encontrei na biblioteca da Lady Rose, então achei legal que eles também existam aqui...], quando a Rose os convidou para a região de Vallery, Emma leu todos os quinze volumes da enciclopédia de insetos do começo ao fim.
| George | [Então... eles são bem raros, eu acho. Mas por que o Robert tinha um monte?], George ficou chocado ao ver que há insetos que a Emma não conhecia antes de se lembrarem de sua reencarnação.
| Joshua | [H-Hum... Lady Emma... talvez você devesse abaixar a saia!], Joshua estava cobrindo o rosto avermelhado com as mãos.
| Emma | [Oh, desculpe, Joshua. Você não gosta de insetos?], Emma abaixou a saia apressadamente para esconder os amblipígios.
| Joshua | [N-Não, não é isso... É que... suas pernas são tão lindas, elas fizeram meu coração disparar...]
| Emma || George || William | [[[É com isso que você está agitado?!]]], os três irmãos gritaram simultaneamente.
Quando os cavaleiros receberam ordens para despachar com tão pouco tempo de antecedência, eles se perguntaram o que poderia ser. Mas ouvir que era na escola, onde não acadêmicos não deveriam estar, os fez perceber que algo tinha dado terrivelmente errado. Quando chegaram à academia, obedeceram às ordens do Príncipe Edward e seguiram o caminho em direção à aula de Bordado para resgatar as meninas e investigar o que havia acontecido.
Eles ouviram que três alunos do sexo masculino tinham corajosamente corrido para o local para ajudar. Quando chegaram, encontraram alguns alunos que pareciam se encaixar na descrição. Os três estavam cuidando de uma jovem sentada à sua frente. Confusamente, havia um silêncio mortal, como se houvesse uma fenda no espaço. Os cavaleiros não conseguiram deixar de pensar que aquelas crianças estavam no marco zero.
| William | [H-Hum... Então, de acordo com minha irmã, um monte de insetos caiu desta árvore. E eles eram insetos muito nojentos também, então isso fez todas as meninas entrarem em pânico], William Stewart, um garoto um pouco mais novo do que a idade escolar normal, explicou a situação a eles. Os cavaleiros ouviram dizer que a maioria das nobres era tão frágil e delicada que até a menor das moscas as faria gritar. Será que isso seria suficiente para deixá-las tão apavoradas?
| Cavaleiro | [E... onde estão esses insetos agora?], embora esses insetos aparentemente tenham caído da árvore, eles não conseguiram encontrar nenhum vestígio do 『bando de insetos』 em questão.
| William | [Q-Quem sabe... Eles já tinham sumido quando chegamos aqui. Talvez tenham voado?], ele continuou lançando o que eles presumiram serem olhares preocupados para sua irmã, Lady Emma, enquanto respondia.
Lady Emma Stewart — ela havia sido vítima da mais recente crise localizada na barreira, com cicatrizes terríveis na bochecha direita para provar. Ela é a garota com quem o príncipe sempre se preocupou mais. Ela parece tão delicada e frágil que parece que pode simplesmente desaparecer no mesmo instante. A pobre moça deve estar com tanto medo que suas pernas cederam e ela não conseguia mais ficar de pé. É compreensível. Essas nobres desmaiariam ao ver um inseto, e ela estava exatamente onde elas haviam caído.
| William | [H-Hum... Vocês acham que podemos ir para casa agora? Hum... Nós, uh... queremos deixar minha irmã descansar um pouco!], sem que o William soubesse, os cavaleiros podiam ver seu irmão mais velho, George, levantando delicadamente a irmã, que tremia demais para ficar de pé.
| Cavaleiro | [Certo. Bem, se algum de vocês estiver ferido, devem ir para a enfermaria. Caso contrário, todos vocês voltem para casa. Duvido que as aulas possam continuar nesse estado, afinal], depois de escoltar os irmãos Stewart e o garoto Rothschild de volta ao portão, eles retornaram ao castelo para relatar o ocorrido. Queriam tranquilizar o coração do segundo príncipe. Ele abaixou a cabeça diante de meros cavaleiros para implorar que salvassem a Emma. Eles têm que avisá-lo o mais rápido possível que ela está bem.
Embora não consigam deixar de se perguntar o que seriam aqueles insetos...
| George | [Emma, pare de rir! Você vai deixar os cavaleiros desconfiados!]
| William | [Você ouviu, mana! Tente segurar para que sejam só os ombros tremendo um pouquinho!]
| Emma | [Hee hee... Hee hee hee! Mas, gente, os amblipígios se mexendo na minha saia estão me fazendo cócegas!]
Joshua ficou em silêncio absoluto. Para ele, os amblipígios são as criaturas mais invejáveis do planeta agora.
Os irmãos Stewart e o Joshua chegaram antes que a notícia sobre a comoção chegasse à casa dos Stewart.
| Leonard | [Emma! O que aconteceu?! Você está bem? Você não está machucada, está?!], Leonard veio correndo quando viu a Emma sendo carregada pelo irmão.
| William | [Voltamos, pai. Houve um pequeno tumulto na escola, então as aulas foram canceladas]
Enquanto o Leonard concordava com a explicação do William, ele continuava observando a Emma, preocupado, enquanto o George a colocava no chão com delicadeza.
| Emma | [Pai, as coisas mais lindas caíram do céu hoje! Olha!], Emma levantou alegremente a barra da saia para revelar todos os amblipígios envoltos em um embrulho.
| Leonard | [O quê?! Amblipígios?!]
| William | [Nossa, você reconhece essas coisas, pai?!]
| George | [Emma nem sabia sobre eles até cerca de um ano atrás! Ou espere... você já os viu antes?], perguntou George, pretendendo dizer no mundo anterior deles. É um milagre que o Leonard saiba o nome de um inseto tão raro em seu reino.
| Leonard | [Hum... S-Sim. Eles não costumam habitar nenhum ambiente dentro da barreira. Não é surpresa que a Emma não os conhecesse. Eles tendem a viver em áreas muito mais tranquilas, com mais vegetação, do que perto de humanos]
| Emma | [Ei, paaaii? Posso cuidar desses pequeninos? Por favorzinho? Podemos fazer uma casinha para eles aqui no nosso quintal?], Emma usou alegremente as mesmas técnicas que aprendeu com a Lady Rose para implorar, e ver a Emma pedindo daquele jeito fez o coração paternal do Leonard derreter.
| Leonard | [Oh, é claro! Você pode fazer o que quiser, Emma! Mas por que havia amblipígios na sua escola? E em tamanha quantidade... Ah, me desculpe! Joshua, você poderia começar os preparativos para construir um lar para eles?], perguntou Leonard. Ele havia escondido a filha atrás de si quando o Joshua começou a se contorcer depois que ela levantou a saia.
| Joshua | [Lady Emma... E pensar que eu seria tão abençoado pela segunda vez... Minha gratidão não tem limites... Ahem! Lorde Leonard, já terminei os preparativos necessários para outra casinha de insetos. Decidimos que ela será móvel, como aquela em que seus bichos-da-seda e aranha estão agora, então ela pode ser colocada em qualquer lugar do seu quintal]
No caminho da escola para casa, Emma estava nos braços do George, falando sem parar sobre amblipígios. Joshua absorveu cada palavra e, sem que nenhum deles percebesse, já havia começado a trabalhar para realizar seus desejos. Ele já tem o layout da mansão dos Stewarts na capital memorizado a ponto de conseguir descobrir um lugar mais adequado para os amblipígios em seu grande quintal em um instante. Como ele previu que a Emma também pegaria mais insetos, tudo o que restava era transformá-lo em uma cabana móvel para insetos.
| Emma | [Eu sabia que podíamos contar com você, Joshua!], Emma sorriu angelicalmente para o Joshua.
| Joshua | [Ahh, que fofo!], Joshua se deleitou com sua felicidade. Não seria exagero dizer que o sorriso dela era o que fazia a vida valer a pena.
[Mrooowr!], Kongming apareceu quando notou a Emma.
| Emma | [Cheguei, General Kongming! A escola acabou, então podemos brincar bastante!]
[Meooowr!], Kongming lambeu a bochecha da Emma para expressar sua alegria. Mas então...
Skitter skitter skitter skitter...
Todos os amblipígios saíram rastejando de dentro da saia da Emma.
| Emma | [Huh? O que houve, pessoal?]
[Mrowr?], Kongming cheirou os amblipígios e miou novamente.
Skitter skitter skitter skitter skitter...
Com um pequeno miado da Kongming, todos os amblipígios formaram uma linda fila. Estão perfeitamente espaçados, em posição de sentido como um exército de amblipígios.
| George | [O quê?!]
| William | [O que está acontecendo aqui?!]
| Emma | [Eeeek! Eles são tão fofos! Agora posso contar vocês! Vocês são todos tão espertos!], vendo como a Emma ficou animada, Kongming miou orgulhosamente novamente.
[Myah!]
Todos os amblipígios viraram para a direita. Nenhum deles hesitou.
| Emma | [Meu Deus! Quando a general disse para se alinharem, todos se alinharam! E quando ela disse para virarem à direita, todos viraram à direita!]
Emma está radiante de alegria.
A General Kongming está orgulhosa.
Leonard, George e William estão todos boquiabertos, completamente incapazes de entender a cena diante deles.
E o Joshua está feliz pela Emma estar feliz.
| William | [Okay, okay. Okay. Okay. Eu só... Por onde começamos com tudo isso?], William tentava quebrar o silêncio estupefato. Eles não têm em mãos formigas do exército, mas sim... amblipígios do exército.
| Leonard | [Os amblipígios... seguem ordens...? Por vontade própria?], Leonard olhava para a Emma, Kongming e os amblipígios. [Minha filha é um gênio...? Ou minha gata é um gênio...?], em termos menos generosos, eles são mais como invocadores de demônios ou monstros, mas o Leonard simplesmente deixou a questão para os gênios.
| Conde Lance | [Robert, explique-se! O que você fez?! Para onde levou nossos insetos?!], com as aulas canceladas, Robert correu para casa e foi imediatamente submetido à fúria do pai.
Este foi um evento sem precedentes, e a maioria dos pais dos alunos estava tão preocupado que vieram buscar os filhos pessoalmente, mas a carona do Robert tinha sido a mesma carruagem de sempre. Ele foi chamado ao escritório do pai assim que chegou. Estranhamente, seu pai havia expulsado todos antes do Robert entrar e estava gritando por motivos que o Robert não conseguia compreender.
| Robert | [I-Insetos? Do que você está falando?], Robert imaginou que ele devia estar falando daquelas criaturas horríveis que ele havia jogado na cabeça da Emma Stewart, mas o medo do pai o fez fingir ignorância por reflexo.
| Conde Lance | [Os amblipígios que estávamos criando nas partes mais internas da nossa propriedade! Você tem ideia de quão valiosos eles são?! São presentes da própria família real!]
| Robert | [O quê?! A-A família real?!], como isso seria possível? Por que a família real teria algo a ver com criaturinhas tão nojentas? Além disso, Robert sentia que, se elas fossem tão importantes, talvez seu pai devesse estar cuidando deles pessoalmente. Em vez disso, estavam trancados no fundo da propriedade, com os servos de menor escalão cuidando deles. Quase ninguém sequer guardava as chaves. Não importa se aquelas coisas estavam lá ou não. Na verdade, provavelmente teria sido melhor se elas não estivessem lá, ou em qualquer outro lugar, aliás. Elas são nojentas demais para sequer pensar. Entre a distribuição idiota de comida e o cuidado com aquelas pequenas criaturas repulsivas, seu pai estaria melhor fazendo o maldito trabalho sozinho do que reclamando que outras pessoas o façam.
| Conde Lance | [Você quer explicar essa sua expressão? Você tem alguma ideia do que vai acontecer se a família real descobrir que aqueles insetos sumiram? Isso significaria o fim da família Lance como a conhecemos!], seu pai jogou o enorme livro em sua mão, e ele quase roçou o rosto do Robert.
| Robert | [Agh! P-Pai, o que você está fazendo?!]
| Conde Lance | [Vários de nossos servos viram você pegando as chaves do cercado. Agora eu quero saber por que aqueles insetos desapareceram da nossa mansão. Você me ouviu?! O que você fez com eles?!], os olhos de seu pai estavam em chamas.
| Robert | [O-Os servos... estão apenas mentindo... Agh!], o pai do Robert jogou um castiçal aceso diretamente nele com toda a sua força. [C-Cuidado! Tem fogo! Ah, droga!], Robert mal conseguiu se esquivar do castiçal e estava cuidadosamente tentando garantir que o tapete não pegasse fogo.
| Conde Lance | [Nem a sua vida seria suficiente para pagar por essa confusão!], o cabelo normalmente bem cuidado de seu pai está agora completamente desgrenhado enquanto ele gritava para o Robert. [Saia e encontre-os! Quero esses insetos de volta aqui antes que a família real descubra! Se não conseguir encontrar todos, pelo menos encontre um macho e uma fêmea!]
Após o longo e prolongado sermão, Robert nem teve a oportunidade de relaxar, pois seu pai o forçou a sair de casa, gritando que ele não poderia voltar até que os insetos fossem devolvidos. Já havia começado a escurecer.
| Robert | [Por que isso está acontecendo comigo...?], ele não tinha ideia de para onde ir, mas voltou arrastando os pés para a escola. Por mais nojentos que sejam, eles não têm asas. Ele não precisa se preocupar com eles voando, e os insetos tendem a se manter em uma área muito mais estreita do que os humanos. Ele havia jogado a caixa inteira num só lugar, então pensou otimisticamente que conseguiria encontrá-los se apenas procurasse ao redor da árvore.
Infelizmente, sem que ele soubesse, Emma já havia levado todos os últimos para casa.
| Arthur | [Sua Alteza, por que pediu aos cavaleiros que permanecessem na escola?], depois que o Príncipe Edward foi evacuado para o castelo, os cavaleiros relataram que a Emma está segura. Embora aliviado e o incidente parecendo ter acabado, ele ordenou que vários cavaleiros permanecessem no campus.
| Edward | [Porque, Arthur, me lembrei de algo que a Emma disse quando estávamos brincando com a Jadwiga uma vez. Ela disse que o culpado sempre retorna à cena do crime]
| Arthur | [O-O culpado? Você acha que isso foi intencional e não apenas um acidente aleatório?], se tiver alguém por trás deste incidente, essa pessoa estará enfrentando consequências graves. Arthur começou a questionar por que a doce jovem princesa e uma nobre estavam discutindo coisas tão macabras enquanto brincavam, mas rapidamente voltou à sua postura profissional.
O lado bom de toda a situação é que, embora o caos tenha sido grande, mesmo entre as garotas que desmaiaram ou se machucaram, houve pouquíssimos danos permanentes. Mas cicatrizes no coração não são visíveis.
O Príncipe Edward franziu a testa ao olhar para o relatório escrito que os cavaleiros haviam apresentado sobre o incidente. Quando os cavaleiros chegaram, Emma estava apavorada demais para sequer se mexer. O relatório dizia que ela não conseguia andar e teve que ser carregada para casa pelo irmão. É o mesmo relatório que os cavaleiros lhe deram quando chegaram, mas a raiva que fervia dentro dele era a mesma de quando o ouviu pela primeira vez.
Se alguém realmente tiver intencionalmente jogado insetos na cabeça da pobre e delicada Emma, precisará ser punido com o mais alto grau.
Sua maior preocupação é se a Emma está bem agora. Espera que ela não esteja tendo pesadelos com o ocorrido. Ele espera que ela não esteja se sentindo muito oprimida com o que tinha acontecido. Ele espera que ela não esteja se esforçando ao máximo.
É angustiante. O fato de ele não poder correr para ajudá-la imediatamente, como membro da família real, é pura tortura. Tudo o que ele quer é protegê-la com suas próprias forças.
Quem fez isso com ela pagará.
Depois de terminar de ler o relatório, o Príncipe Edward se levantou. Eles têm que pegar o criminoso quando ele retornar à cena do crime.
| Edward | [O campus parece estar seguro agora, Arthur. Acho que está na hora de fazermos uma visita à cena também]
Enquanto isso, na residência Stewart...
| Emma | [Eeee! Faça de novo, General Kongming! Mande-os se alinharem de novo!]
[Mrowr!]
Skitter skitter skitter skitter...
| Emma | [Eeee! Vocês são simplesmente a coisa mais fofa!], sem ter a mínima ideia da preocupação do príncipe, Emma estava falando sobre o quanto ela ama aqueles insetos que tinham caído do céu.


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