Interlúdio - Os Assassinos
A capital do reino fervilha o ano todo, mas há certos distritos desertos. Uma certa casa fica em um desses distritos, e não há ninguém na rua para ouvir a conversa que acontece lá dentro. Mesmo que alguém espie pela janela, a iluminação fraca do prédio dificulta distinguir os rostos. E se um transeunte desavisado vir as pessoas lá dentro, sua vida terminará ali mesmo. Afinal, pelo menos uma das duas pessoas na casa é uma assassina.
| Assassina | [Você terminou os preparativos?], perguntou a assassina.
| ??? | [Sim], respondeu a outra pessoa. [Quem fez o pedido não tinha muitas informações, então foi um pouco complicado, mas conseguimos]
| Assassina | [Tem certeza?]
| ??? | [Claro que tenho. Já cometi algum erro antes, Juliet?]
A assassina chamada Juliet sorriu, mas não havia nada de adorável nisso. Na verdade, seu rosto demonstra um leve tom de tristeza. Ela imediatamente corrigiu a postura.
| Juliet | [Eu poderia me livrar dessa criança, junto com o cara mau], disse ela. Quase hipnotizada, tirou uma faca do bolso — a ponta da lâmina é curvada como uma foice.
O outro a observou e assentiu. [É, sempre fomos assim, não é? Vamos fazer a mesma coisa desta vez também]
| Juliet | [Sim. Como sempre], murmurou Juliet.
| ??? | [Exatamente. Assim você nunca falha]
| Juliet | [Você tem razão]
Conforme a conversa se prolongava, as emoções foram gradualmente desaparecendo do rosto da Juliet. Logo, ela assumiu uma expressão de indiferença.
| Juliet | [Serei calma e fria quanto a isso]
E com isso, ela se dissolveu na escuridão. A outra pessoa também saiu silenciosamente, permitindo que o silêncio absoluto se instalasse no cômodo.


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